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Relatos Sexuais
Friday, January 09, 2004
  Eu podia ser mais original. Mas em relação ao tema, acho que originalidade mesmo só fazendo. Falar sobre sexo é sempre assim ... igual. Muitos podem dizer que estou copiando Millet. Mas não vejo mal nisso. Sei que hoje acordei disposta a criar esse blog. E isso, é o que importa.

Descobri minha sexualidade ainda criança. Mas volto a esse tema depois. Hoje, começo meus relatos com a minha primeira bolinada. Na verdade, a primeira vez que de fato fui bolinada. Tinha 12 anos e naquela época, costuma passar horas em grandes lojas de departamento. Adorava. Balas, chocolates, pratos, talheres, toalhas, cores, barulhos. A Mesbla era uma de minhas preferidas. Vários andares, um infinito de opções. Costuma ir com meu tio, um cara bonachão, de longos bigodes e rosto vermelho. Certo dia, passeando com ele, prestei atenção num jovem atendente, que com cuidado arrumava copos e cristais da seção "Casa". Trocamos olhares, ele sorriu. Achei tudo aquilo estranho, uma sensação diferente. Enquanto meu tio admirava as peças, fazendo planos de reforma na cozinha, o jovem atendente passou por nós e de leve roçou os dedos em minha bunda. Um longo arrepio tomou conta do meu corpo e titio, ainda pensando na cozinha, não percebeu meu rosto vermelho, um sorriso sem graça e cara de safado do jovem atendente. Disse que queria ir ao banheiro e titio prontamente soltou minha mão. Afastei-me dele e não demorei a encontrar o jovem rapaz. Ele me levou para os fundos da loja, pegou na minha mão e na Área Restrita ele passou a ponta dos dedos nos meus seios ainda juvenis. O bico parecia querer sair pela blusa e na ponta dos pés fui chegando mais próximo a ele. Sua mãe já estava em meu short, por cima do tecido, apalpando de leve meu púbis. Ele soltava leves gemidos e senti o volume de sua calça crescendo. Ele passou a mão nas minhas coxas, beijando bem leve meu pescoço. Abriu o zíper e colocou para fora o pau duro, entumecido. Pediu gentil que eu o tocasse. Um tanto assustada peguei de leve e ele, de tão excitado, dobrou os joelhos quase caindo. Ouvimos um barulho e ele logo se recompôs. Saímos e com um beijo na minha nuca ele despediu. Encontrei meu tio ainda trêmula. Ele nem percebeu. Ainda falava da cozinha.  
  Pode ter sido o livro da Catherine Millet. Mas no fundo acho que foi mesmo uma vontade incrível de me exibir. Ou talvez dizer ao mundo que fazer sexo é bom. Mas acho que isso todo mundo já sabe. Então, o que me fez chegar até aqui?

Acho que uma vontade de, assim como Millet, falar sobre minha vida sexual. Que tipo de interesse isso pode ter para quem não me conhece, não sei. Mas lê quem quer. Assim como ela, escrevo sem pretensão. Não quero levantar bandeiras ou dizer que sou melhor ou pior que alguém. Apenas escrevo. E ponto final.  
Aventuras de alcova de alguém apaixonado por sexo.

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